A leitura do texto “Vivemos em plena era da exposição” me fez começar a pensar que parece que atualmente a privacidade está fora de moda. As pessoas desejam ser únicas, se diferenciar das outras e para conseguir isso não medem esforços, quebrando todos os limites entre o público e o privado, entregando-se sem pensar a meios que geram forte exposições de sua imagem tais como: realitty shows e páginas de relacionamento virtual.
Esta vontade de ser único está se refletindo também tanto na publicidade como na elaboração dos designers dos produtos. As pessoas estão procurando sempre o diferente, e as indústrias e agências de publicidade percebendo essa tendência não medem esforços para produzí-los, já que os consumidores não medem esforços para obtê-los, chegando a pagar uma quantia bastante superior ao preço original de um produto só para possuí-lo com uma cor ou em uma versão dita personalizada.
Tal movimento gera a sensação ilusória de sermos diferentes, mas na medida em que todas as pessoas o realizam, necessita-se cada vez mais de encontrar novas maneiras de se destacar. Isto faz com que a exposição seja cada vez mais almejada, e as barreiras entre o público e o privado fiquem cada vez mais tênues.
Dentro deste movimento ninguém acha mais que é importante manter sua privacidade, pois isto não fornece status ou reconhecimento tão almejado. As pessoas esquecem, no entanto, das consequências que tanta exposição pode trazer. É como se nada fosse mais importante do que ser conhecido e reconhecido dentro de um mundo onde quem não se exponhe não existe.