Blog: 4 meses depois

Junho 1, 2008

Esse blog foi construído há 4 meses atrás quando tive como proposta do meu professor de novas tecnologias de comunicação da faculdade de comunicação da FAAP. No começo não tinha gostado muito da idéia, não via porque de postar toda semana sobre o mesmo assunto. Aliás nem sabia mecher, nunca tinha postado. Conforme os dias foram passando, e fui acompanhando pelos hits as pessoas se interessando no meu blog, este aparecendo em programas de busca, e comentários deixado por pessoas desconhecidas, comecei a tomar gosto. Pude reparar que a internet é realmente um dos meios mais rápidos de expandir mensagens, de se conhecer pessoas que se interessam pelos mesmos assuntos que você e de estarmos em contato com notícias do mundo inteiro.

Estamos na cultura digital, onde está havendo um maior hibridismo, ou seja, as mídias estão se convergendo. Onde o receptor e emissor é uma única pessoa, e este se transformou num usuário mais ativo, participativo deixando de ser um mero recebedor de mensagens. As mídias atuam agora de forma interativa, tudo está se transformando tendo como base a interação. Essas mídias deixaram de ser um sistema só de escrita, passaram a ser muito mais imagem, tendo uma leitura não linear, com uma linguagem hipermidiática.

Possuímos cada vez mais formas melhores de se comunicar com a máquina, através dos hardwares ou softwares. Que tem como objetivo não incomodar as pessoas, fazendo com que o tempo passe desapercebido, imperceptível. Somos leitores imersivos.

Isso pude reparar, porque quando estou navegando para ter idéias do que postar não percebo que o tempo está passando, fixo minha atenção, que só depois de postado posso reparar no tempo que passou.

Estamos unidos pela rede social, quando fui montar meu blogroll percebi que se trata realmente de uma grande rede. Que acredito eu não ter mais fim. Todos nós que estamos conectados estamos expostos de uma grande forma, porque pessoas de qualquer parte do mundo pode ler e buscar coisas nossas.

Acho incrível que a internet possa colocar numa “mesma tela” pessoas do mundo inteiro.

Agora está chegando o fim do semestre, e com ele as atividades de postar no blog, mas gostei tanto desse mundo que acredito eu não largar nunca mais.


Rodabaleiro

Junho 1, 2008

Renato Teixeira nasceu em Santos em 20 de maio de 1945. Na virada dos anos sessenta para os setenta sua música silenciou. Resolveu fazer jingles para sobreviver. Aconteceu que Renato gostou tanto de fazer pequenas canções que anunciava produtos. Enquanto atuou nessa área conseguiu realizar muitos trabalhos bons, pois criou jingles que fizeram muito sucesso e que muita gente lembra até hoje, um grande exemplo é o Rodabaleiro das balas de leite Kids.

Existem alguns jingles que pegam pra valer e as pessoas não esquecem,  esse jingle de Renato Teixeira é um exemplo. Mas o mais interessante é que esse jingle que está na memória afetiva das pessoas, tem uma produção simples e uma letra mais simples ainda. Tem em sua produção apenas um cantor acompanhado de seu violão, aliás é o próprio autor do jingle que canta, o Renato Teixeira.

A letra fala que quando o baleiro parar pegue a bala mais gostosa do planeta e não deixe que a sorte se intrometa porque ali tem a melhor bala que há. É bem simples, mas tambem se tornou muito inesquecível para muita gente. Esse jingle das balas de leite Kids foi produzido na década de 80 pela MCR.

Acompanhe.


Blog: a organização do caos

Maio 25, 2008

Minha opinião a respeito da matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, no dia 18 de maio de 2008, tendo como título: “O Caos de São Paulo organizado nos blogs”, é que a utilização deste método de comunicação é muito importante, válida e pode até mesmo ser uma boa saída na tentativa de superar o individualismo exacerbado existente hoje. Tal individualismo gera nas pessoas um sentimento de solidão e desamparo. Porém, através dos blogs elas podem unir-se, trocar experiências e assim tem a possibilidade de conhecer dificuldades alheias, bem como, aspectos positivos existentes na cidade de São Paulo.

É uma experiência inspiradora já que tem o poder de dispertar o interesse das pessoas mobilizando-as a participar e até mesmo a fazer algo para lutar pelos seus direitos e assim obter benefícios capazes de melhorar a vida de todos, ou do maior número possível de pessoas.

Através da criação de blogs e dos posts publicados nele forma-se uma rede social onde pessoas que antes eram anônimas passam a ser indivíduos portadores de opiniões capazes de formar uma rede social na qual todos possuem o mesmo espaço e as mesmas oportunidades para dizer o que pensam ou sentem. E o mais importante de tudo, as pessoas constroem os blogs de maneira voluntária, isso faz com que um maior número de pessoas se interessem pelos seus conteúdos, já que identificam-se com eles. E é justamente esse fato um dos maiores responsáveis por tornar um blog o meio de comunicação tão forte, já que a obrigatoriedade eliminaria a curiosidade e a possibilidade de pró-atividade.


“Não adianta bater, eu não deixo você entrar”

Maio 23, 2008

Hoje o jingle que vou relembrar foi criado no início da década de 60, mais precisamente em 1962, pelo Heitor Carreiro e produzido pela Magi Som, há mais de 40 anos, e é um dos mais lembrados. Foi feito para as Casas Pernambucanas. Ficou no ar, na televisão, nos rádios todos os invernos da década de 60. E um dos segredos de um jingle se tornar memorável é justamente o tempo em que permanece no ar.

O jingle em questão é aquele em que o frio bate na porta, mas os moradores estão equipados com lãs, flanelas e cobertores comprados nas Casas Pernambucanas, impedindo sua entrada.

Relembre. Aposto que irão cantar junto (não tem como não cantar)…


Você tem 35 novas mensagens.

Maio 18, 2008

Quantos e-mails você recebe por dia que realmente te interessam? Você já parou pra pensar por que isso acontece? Por que você deleta a maioria sem lêr já que não te diz respeito, pensando como conseguiram achar o meu e-mail para mandar isso?

Pois é, as respostas para essas perguntas estão diretamente ligadas ao fato de que as pessoas ainda têm o pensamento antigo de que quantidade é melhor do que qualidade. Assim na hora de fazer a divulgação de um produto ou marca, não pesquisam para ver quem são as pessoas realmente interessadas no assunto, mas apenas enviam as mensagens para o máximo de pessoas que conseguem encontrar. Tal fato além de prejudicar muito a divulgação, não trata as pessoas de forma diferenciada e individualizada como elas esperam ser tratadas. É como se todos fizessem parte de uma mesma massa e possuíssem os mesmos interesses.

O texto PR 2.0 e a polêmica de Chris Anderson afirma que por ser mais barata e mais abrangente a realização de propagandas na internet tem ganhado mais espaço do que as propagandas que vem sendo feitas pela publicidade tradicional, no entanto se tal divulgação online continuar sendo realizada de forma errada, como por exemplo a citada acima, pode-se dizer que os anúncios publicitários tradicionais continuam sendo uma melhor ferramente de divulgação, já que estes tem mais chance de atingir as pessoas realmente interessadas neles.

Nesse sentido pode-se dizer que ainda temos muito o que aprender sobre como utilizar a internet até que esta possa tornar-se uma ferramente de divulgação que realmente atenda os interresses tanto de quem divulga quanto de quem recebe as divulgações.


Archimedes Messina: o ‘jinglista’ da Varig

Maio 16, 2008

Archimedes Messina iniciou sua carreira como rádio-autor na Rádio São Paulo, onde permaneceu por 10 anos. Foi autor de inúmeros jingles da companhia de aviação Varig. De 1967 a 1990 compôs mais de cem canções publicitárias para a empresa. Toda vez que a empresa abria uma nova linha internacional e queria promover ou inaugurará-la, chamava Messina para viajar, para conhecer o destino e para se inspirar, criando um jingle temático. Dizem que Messina nunca viajara por outra empresa a não ser a Varig

Quando a empresa inaugurou a rota Lisboa, Messina criou o jingle “Seu Cabral”, este fez tanto sucesso na rádio e na TV, que ganhou versão de marchinha carnavalesca, prêmios, liderou as paradas ao lado de “Mamãe Eu Quero” e foi vendido em disco compacto.

Em 1968, a Varig lançou a rota para o Japão. Mandaram Archimedes para lá, e ele trouxe como idéia, inspirado numa lenda japonesa o jingle “Urasima Taro”. Esse jingle memorável, também virou marchinha de carnaval.

Esses só são dois exemplos de muitos jingles da Varig de Messina. Hoje com aproximadamente 73 anos, sente pela crise da Varig, pois diz que esta foi seu xodó.


Exposição sinônimo de existência

Maio 11, 2008

A leitura do texto “Vivemos em plena era da exposição” me fez começar a pensar que parece que atualmente a privacidade está fora de moda. As pessoas desejam ser únicas, se diferenciar das outras e para conseguir isso não medem esforços, quebrando todos os limites entre o público e o privado, entregando-se sem pensar a meios que geram forte exposições de sua imagem tais como: realitty shows e páginas de relacionamento virtual.

Esta vontade de ser único está se refletindo também tanto na publicidade como na elaboração dos designers dos produtos. As pessoas estão procurando sempre o diferente, e as indústrias e agências de publicidade percebendo essa tendência não medem esforços para produzí-los, já que os consumidores não medem esforços para obtê-los, chegando a pagar uma quantia bastante superior ao preço original de um produto só para possuí-lo com uma cor ou em uma versão dita personalizada.

Tal movimento gera a sensação ilusória de sermos diferentes, mas na medida em que todas as pessoas o realizam, necessita-se cada vez mais de encontrar novas maneiras de se destacar. Isto faz com que a exposição seja cada vez mais almejada, e as barreiras entre o público e o privado fiquem cada vez mais tênues.

Dentro deste movimento ninguém acha mais que é importante manter sua privacidade, pois isto não fornece status ou reconhecimento tão almejado. As pessoas esquecem, no entanto, das consequências que tanta exposição pode trazer. É como se nada fosse mais importante do que ser conhecido e reconhecido dentro de um mundo onde quem não se exponhe não existe.